sexta-feira, 24 de abril de 2009

Os amores que a gente inventa

Você já inventou um amor?
Pois é!!! Dei-me conta que inventei todos os meus...

Se eu menti pra mim mesmo? Sim e não!!! Kkkkkkkkkk...

Essa coisa de pensar nas razões do amor me fazem lembrar uma música do Pe. Airton que diz:

“Por que amar”? Amar por quê?
(...) para não se perder a alegria de viver...
(...) para preencher os dias de sentido...
(...) para não enlouquecer...
(...) para se lembrar e também esquecer...

Acho que é por isso tudo aí e muito mais que inventamos nossos amores...

Mas que história de inventar é essa? Coisa da arte da mentira?
Não!!! Coisa da arte humana, da arte de ser gente, da arte das carências...

Quando encontramos alguém, num primeiro momento, caindo esse alguém “no nosso gosto”, o pintamos com as cores do que nos agrada, adornamos com as virtudes que nos são preciosas, ou antes com o que nos falta à idéia de completude.

Na maioria das vezes, se o afeto se transforma em relação, com o tempo, o ser amado vai se transformando do ideal(izado) para o real, e às vezes não tem nada do que imaginado dele... mas aí já estamos envolvidos e amamos mesmo assim...

Talvez esse seja um mecanismo do amor: cria as condições para se estabelecer e, estabelecido, garantir que vai durar, mesmo na adversidade...

Sei que, nessa perspectiva, amores são sempre inventados, mas nem percebemos porque chegam a ser concretos... mas os amores inventados que não chegam a ser concretos? Os que permanecem inventados?
Já teve desses?
Kkkkkkkkkkkkkkkk... Pois é!!!

Eu já tive! E os danados duram um bocado (pelo menos pra mim), porque não passam pela sabatina do real, permanecem sempre no lúdico... ficam encantando a gente... afetando a gente... e às vezes até perdem sua força, mas gostamos de guardar eles ali: para lembrar quando sós; em dias de chuva; quando toca aquela tal música... kkkkkkkkkkkkkkkkk...

De forma muito particular (conversava essa semana com um amigo sobre isso), esse tipo de amor inventado, em mim, gera um outro problema – a doença do “como teria sido?”. Vai me dizer que nunca sofreu disso!!! Kkkkkkkkkkk... vai me dizer que nunca cantou com sofreguidão: “Só uma coisa me entristece... o beijo de amor que não roubei... a jura secreta que não fiz... e o brilho no olhar que não sofri...”?

Esse tipo de amor tem suas formas de se manter posto que nada além do desejo primeiro o alimenta, mas nada, além do tempo, também vem contra ele...

E não estou aqui alardeando ou fazendo propaganda de amores inventados!!! Nunca!!!

Amor, pra ser amor, tem que passar pelo ridículo de dois mundos tentando se encontrarem, se adaptarem, se afinizarem... passar pelo ridículo dos tais “dois bicudos” que, ao contrário do que diz o ditado, se beijam sim, com um pouco de criatividade, maleabilidade mútua e muito amor.

Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk...

Acho que hoje, e talvez só por hoje, eu concorde com o poeta: adoro um amor inventado!!!

4 comentários:

FAZEI ISTO EM MINHA MEMÓRIA disse...

Muito bom. Ai de nós senão tivemos esses amores. Diria que são necessários para podermos ir adiante, com os sonhos que temos que ter. Continue firme escrevendo, são bons seus textos. Abraços seu amigo Léo.

flaviany disse...

Adoro.Bjusssssssss
Flá.

Mayra disse...

Adorei esse texto porque descobri que não fui a única que inventou amores ... rsrs!!!
Bjus.

Ana Alice disse...

kkkkkkkkkkkkkk.....
amei o texto!
e assim como a Mayara aí em cima: amei descobrir q n sou a unica a inventar amores!
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
mas realmente o pior de tudo eh a tal pergunta: “como teria sido?”
mas como voce mesmo disso nada vem contra isso a não ser o tempo!^^

beijos..
Fica na paz..