sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Etiquetados


Código de barras...
Número de série...
Manual de instruções...
Produção em massa...
Quem foi que disse que essa droga serve pra seres humanos?


Vivemos lendo bonitas mensagens e teorias que falam da individualidade, da identidade única de cada ser... mas na prática uma grande mentira, e estou cansado de palavras...
Somos diferentes mesmo!!! Isso não é teoria, é realidade!!! Totalmente diferentes...

Existem igualdades? Sim! Talvez, sendo bem geral e simplista, apenas uma... Aquela da igualdade de direitos é uma grande balela, não é essa!!! A única igualdade entre todos os seres é que “TODOS QUEREMOS SER FELIZES”... podem até haver outras, mas no momento não me chegam.

Mas até nessa idéia de felicidade a burrice da idéia de produção: tendemos a escolher situações e comportamentos já padronizados, por uma certa idéia de domínio de suas variantes; é como que os temperamentos, comportamentos, situações, já conhecidas e catalogadas viessem com um manual de instruções fazendo com que a gente tenha idéia de domínio, posse, superioridade.
Por causa disso, pela falsa idéia de poder que os padrões nos trazem, acabamos por querer catalogar tudo, estereotipar tudo, e imprensar tudo nas parcas forminhas que entendemos de vida e felicidade.

Por que vocês acham que temos tanta dificuldade com o novo? Com o diferente?
Porque isso nos tira do domínio! Faz a gente achar que não sabe tudo e ainda tem a aprender...
Ou simplesmente revela nossa mediocridade em caminhar seguindo os passos já pré-estabelecidos, como se isso pudesse economizar esforços, como se não fosse um esforço sobre-humano amar com sentimentos e emoções que não são nossas, de outro coração, ou ser felizes com uma felicidade pré-moldada.

Aí estamos nós, amigos: etiquetados!!! Com aquele selinho de controle de qualidade que categoriza o produto quanto mais fiel ele seja aos padrões e a idéia que se fazia previamente dele... Eu vou sempre para o refugo! Kkkkkkkkkk...

Não estou aqui arrotando respeito às individualidades; minha indignação não é menor comigo mesmo e com a “macro porção” de ridículo que me compõe; apenas quero gritar coisas que nem mesmo sei agora... subir num lugar alto e gritar qualquer bobagem, pelo prazer de gritar...
Acho que sou do tipo ridículo-idealista que ainda acredita em “NOITES COM SOL”...

http://www.youtube.com/watch?v=ScmCkiC56tM

Noites Com Sol
Composição: Flávio Venturini / Ronaldo Bastos

Ouvi dizer que são milagres
Noites com sol
Mas hoje eu sei não são miragens
Noites com sol
Posso entender o que diz a rosa
Ao rouxinol
Peço um amor que me conceda
Noites com sol
Onde só tem o breu
Vem me trazer o sol
Vem me trazer amor
Pode abrir a janela
Noites com sol e neblina
Deixa rolar nas retinas
Deixa entrar o sol
Livre será se não te prendem
Constelações
Então verás que não se vendem
Ilusões

Vem que eu estou tão só
Vamos fazer amor
Vem me trazer o sol
Vem me livrar do abandono
Meu coração não tem dono
Vem me aquecer nesse outono
Deixa o sol entrar
Pode abrir a janela
Noites com sol são mais belas
Certas canções são eternas
Deixa o sol entrar

3 comentários:

S Roberta disse...

A questão que se coloca para mim ao ler tal reflexão é a seguinte:
Quem nos coloca tal etiqueta? Somos nós mesmos para respondermos aos padrões sociais ou aos dogmas instituídos? Ou será que nos etiquetamos para nos deixar em uma sensação de conforto sem ter que pensar, e ainda sentir coisas que não podem ser controladas por nós ou pré-estabelecidas dentro de um controle emocional, racional, social?
Estas são questões que hoje de forma particular me inquietam e me levam a refletir sobre a minha vida de maneira particular... e o rumo que ela irá tomar daqui pra frente, diante daquilo que eu pré-determinar ou diante daquilo que não é, e não pode ser por mim determinado, por fugir ao meu controle... GRAÇAS A DEUS!!!!

Anne Araújo disse...

Bem-vindo ao clube dos refugos!!! Não estamos sós no universo...kkkkkk

bjs

Anne Araújo disse...

Bem-vindo ao clube dos refugos!!! Não estamos sós no universo...kkkkkk

bjs