quarta-feira, 14 de outubro de 2009

NA PORRADA!!!

Viver deveria ter um mapa... seria mais fácil! Eu, embora enxergue facilidade nessa opção, com certeza não usaria o meu... kkkkkkkkkkkkkkkkk...

Acho mesmo que o mais bacana é o imprevisível e as respostas e ajustes que ele exige de nós diante das mais diversas circunstâncias...

Das relações humanas aprendi, alguns anos atrás, que a agressividade é o caminho, com o velho e odiado Fábio Cobra. No show das nossas asperezas aprendemos a olhar e ter segurança no que está por trás delas...

De repente, na contemporaneidade das minhas relações, acreditei mesmo que o afeto era o caminho mais curto entre qualquer pessoa e eu... por causa da intrínseca relação entre o afeto e o acesso de qualquer pessoa a minh’alma; mas fui constrangido nessa minha concepção e valores: acreditando ter que me desculpar pela ausência dele (afeto) nas minhas relações, vi-me quase que em vias de desculpar-me por ele.
Esse foi um choque de realidade muito sofrido para mim.
Não queria ter que me desculpar por querer bem, preferiria mesmo me desculpar pelo contrário; me dói menos... então, redescobri o caminho da agressão.

De cara foi triste, porque ainda queria abraçar, querer bem, e frustrar esse pulso afetivo exigiu de mim muita energia; mas as respostas prontas nas relações, tão estereotipadas, me estimularam às farpas, e como foi bom!!!

Não poupei nenhuma nem ninguém, de caso pensado, e logo justifico o porquê. Acho mesmo que vou usar dois exemplos pela sua semelhança: o perninha podre e o gordo do olho junto. Kkkkkkkkkkkkkkk...

Gosto bastante desses dois (in)amigos, mas não ando admitindo isso sempre nem muito facilmente... kkkkkkkkkkk... Em comum, eles carregam uma característica que me falta em sua totalidade: a arte diplomática! Nela, as coisas e relações parecem ter padrões e limites muito bem estabelecidos, respostas pensadas e polidas... Muito bacana! Preciso aprender para o bem do meu “bebedor de lavagem”! Mas prefiro que os que amo não usem dessa habilidade comigo!!!
Não é fácil querer bem ao gordo ridículo e ao perninha podre, custam a nos dar acessos além da sala de estar... escolhi mesmo odiá-los.

Por quê? Oras! Muito fácil explicar: gosto deles e sei que gostam de mim (mesmo que, como eu, não admitam isso nem sob pena de morte). E por isso, pelo bem que nos une, me nego a receber suas respostas humanas e afetivas pré-fabricadas. Os odeio para sairmos dos padrões e vivermos relações que exijam respostas mais puras e fora deles; relações onde não precisemos ser bons sempre, nem sensatos sempre, nem certos sempre, mas onde fique claro o que há para além de tudo isso e justificando tudo: o bem que nos une.

Acho mesmo que estou aprendendo o que queria dizer Tereza D’ávila ao anunciar de Deus: "Ó laço que juntais coisas desiguais/não desateis o que atais, pois atando forças dás/ pro bem até aos ais".
Pelos acessos humanos permitidos e aos negados nessa incrível, maravilhosa e imprevisível arte de se relacionar, agradeço aos meus amigos... digo INIMIGOS!!! Kkkkkkkkkkkk...
Façam um esforço! Sei que a voltagem de vocês ainda prescinde de fusíveis, mas... façam um esforço! Sou chato e ridículo o suficiente para não perder meu precioso tempo com o que ou quem não amo. O que entender então do tempo em que me ocupo em odiá-los?

A todos os que me amam no que resta de nós quando cessam as palavras e gestos e falam apenas os olhos delatando-nos no que trazemos dentro o meu amor e minha gratidão.

Um comentário:

jose disse...

Você, hein? Sempre arrasando com sua capacidade estética de escrever e estruturar nossos sentidos através de outras compreensões do universo irrefletido, mas que vc cogita muito bem...
...sou seu fã eterno! Parabéns!!!