sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

OLHARES XIII – Nunca Vítimas


Você já parou pra pensar como adoramos criar situações que nos permitam posar de vítimas? Não?

Deixa eu rememorar junto a você algumas circunstâncias:

Por que você acha que gostamos tanto de pedir opiniões às pessoas a nossa volta quando temos que tomar alguma decisão? Acha mesmo que é porque as valorizamos? Kkkkkkkkkk... Não que não as valorizemos, não é isso! Apenas, de alguma forma, consciente ou inconscientemente, estamos imputando nosso poder de decisão ao outro para, dando algo errado, olharmos para nós mesmos com ares piedosos e dizer: “se eu não tivesse ido pela cabeça de fulano teria dado certo...”.

E existe ainda aquelas vezes aonde envolvemos no processo o Todo Poderoso... kkkkkkkkkkk... Nunca fez isso não? Nunca ouviu a expressão: “foi Deus quem quis”? Ou: “Deus quer assim”? Acho essa a vez em que mais pegamos pesado nessa coisa de nos construirmos vítimas, não acha? Sendo Deus sabedor de tudo, o incontestável, quem pode ir contra Ele? Imputando o poder das nossas decisões a “suposta” vontade de Deus estamos, de antemão, nos vitimando no nosso poder de decisão e nas conseqüências disso, afinal – Deus quis!!! Kkkkkkkkkkkkkkk (sacanagem colocar o Grande nas histórias, diga aí?!).

Sei que você é criativo(a) e vai pensar uma série de outras circunstâncias aonde criamos as condições de poder, ao fim, posarmos de vitimas...

Agora sim, depois de levantadas as questões todas referentes à nossa ridícula mania de nos fazermos de vítimas proponho nosso olhar de hoje: Nunca somos vítimas!!!

E estou dizendo: nunca mesmo!!!
Entenda-se: nunca quando a situação for referente às nossas escolhas. Somos vitimados por atitudes de outras pessoas ou intempéries da natureza, afinal, não escolheríamos em sã consciência adoecer, sofrer acidentes, escutar palavras grosseiras, e assim por diante. Repito: nunca somos vítimas quando as circunstâncias nos remetem às nossas escolhas. Entendido?

Voltando aos nossos dois exemplos anteriores, quando nos fizemos de vítima...
No primeiro, quando adoramos captar informações e conselhos que nos permitam culpar alguém que não nós mesmos no final, especialmente se algo der errado, não temos razão para ser vítimas!!! Queremos nos fazer de vítimas por acreditar, burramente, que deixamos os outros decidirem por nós, e isso nunca vai acontecer!!! Deixa eu provar: ao pedir a opinião de alguém, mesmo que seja diferente da nossa, ao decidirmos seguir esse conselho ou opinião, estamos DECIDINDO por isso; LIVREMENTE ESCOLHEMOS abrir mão da nossa própria opinião para nos dedicarmos à outra que, sendo escolhida, abraçada por nós, passa a ser nossa própria escolha e decisão.

Algo semelhante acontece quando somos inteligentes o suficiente para abraçar uma grande idéia de alguém. (Disse inteligentes por haver quem só seja capaz de abraçar e fazer acontecer suas próprias idéias, o que é um total atestado de ignorância, para não dizer pouca inteligência ou burrice mesmo). Ao termos contato com uma grande idéia, concordando com ela, caindo ela como luva nos nossos ideais e princípios, de certa forma ela passa a ser nossa também porque, livremente, concordamos com ela. Não sei se ficou claro, mas tentei!!!

E ainda tem a questão do Todo Poderoso... Essa sim me irrita, juro!!! Gente, pelo amor do Amor, como poderia o autor supremo do livre arbítrio tramar contra ele? É ilógico isso!!! Não existe ser mais respeitoso quando a nossa vontade e escolha que o Todo Poderoso!!! A questão é que adoramos usá-lo como argumento de autoridade: se nossa escolha nos traz boas recompensas afirmamos ser a resposta de Deus por termos escolhido o que Ele queria; e se nos traz alguma dor afirmamos o ser sua forma de nos educar nos fazendo passar, impreterivelmente, por alguma dor.

Deveríamos nos envergonhar!!! De Deus só pode provir o bem, o bom, o belo... essa história de os bons acontecimentos serem respostas de Deus a termos FEITO sua vontade é falaciosa – Deus nos abençoa sempre, seja qual for a escolha que fizermos; errando ou acertando, o Todo Poderoso sempre estará lá nos abençoado e cuidando. As dores do percurso nada tem haver com Ele, são conseqüências das nossas escolhas; tem haver sim, ao seu respeito supremo à soberania da nossa vontade não mudando os acontecimentos e as respostas que recebemos diante das nossas ações. E, se retomarmos o exemplo anterior, ao conhecermos a vontade de Deus, fazendo-a, estamos escolhendo livremente fazê-la, o que a faz nossa própria vontade.

Acho que ficou bem claro que, em se tratando das nossas escolhas, NUNCA SOMOS VÍTIMAS!!!

Pensar assim nos livra de melindrices desnecessárias; nos faz mais responsáveis por nós mesmos e nossas escolhas. Se algo der errado, ao invés de culparmos os outros, avaliamos nossas escolhas e voltamos ao planejamento.

Pensar assim nos ensina a olharmos a incrível variedade de possibilidades que a vida nos apresenta todos os dias e em cujas escolhas vamos nos formando, nos fazendo, nos construindo.

Não implica que não sofreremos, disso não se foge. Não implica em acertar sempre – ensaio e erro faz parte de todo aprendizado – aprender a andar de bicicleta sem ter um raladinho em cicatriz pra contar a história não tem a menor graça, tem? Kkkkkkkkkk...

Aprendamos a caminhar de cabeças erguidas, de posse da soberania das nossas escolhas e da nossa liberdade, e “quase nunca” vítimas... (decidi escrever quase nunca porque, ahhhhh, um denguinho de vitima pra conseguir uns beijinhos também faz bem, né? Kkkkkkkk...).

Grande beijo pra vocês e até nossa nova postagem – SÍNDROME DE SUPER.

Um comentário:

Felipe disse...

Muit interessant, inteligent e simpls como vc chga a essa conclusao tao obvia e ao msmo tmp tao confusa para algns.
Viajei lendo essa postagem me colocando em situaçoes parecids.
vou contnuar lendo vasculhando, e comentando.. spero q atualize sempre.

Tenha uma otma semana, spero t encontrar esses dias.


ABRAÇO.